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Dr. Caio Aquino

Gastrectomia Vertical - Sleeve

Escrito por Jefferson
Categoria:

Gastrectomia Vertical - Sleeve

GASTRECTOMIA VERTICAL

 

Gastrectomia vertical (gastrectomia em manga, “sleeve” gastrectomy)

1. O que é gastrectomia vertical?

A Gastrectomia Vertical consiste na transformação do estômago em um tubo estreito (Figuras1 e 2) , por meio da retirada das partes do estômago denominadas: fundo gástrico, corpo gástrico (grande parte) e antro gástrico (grande parte). O volume residual do estômago irá variar de 250 a 300ml. Os mecanismos de funcionamento desta operação são: 1- a restrição da ingestão alimentar por conta da diminuição da capacidade gástrica e 2- a melhora da saciedade por efeito hormonal causado pela retirada do fundo gástrico.

2. Quando está indicada esta técnica?

Esta indicada para pacientes obesos com IMC de até 45 Kg/m2 (Vide tabela de IMC na seção de perguntas e respostas), que não tenham doenças metabólicas associadas (diabetes tipo II , triglicerides muito elevado). Esta indicada também para pacientes nos quais não se deseja um desvio intestinal pela presença de doenças associadas (anemia crônica, doenças do fígado, cirurgias abdominais prévias, deficiências do metabolismo do cálcio e outras). È um método também considerado para pacientes muito jovens ou mais idosos (acima de 65 anos).

3. Quais suas vantagens?

Tem como vantagem promover perda de peso inicial semelhante ao Bypass Gástrico, sem o desvio intestinal e com incidência menor de distúrbios nutricionais. A perda de peso inicial é maior do que a obtida com a Banda Gástrica Ajustável e não há necessidade de ajustes como na Banda. Pode ser transformada em Bypass Gástrico se houver necessidade.

4. Quais a suas desvantagens?

Trata-se de procedimento irreversível, ao contrário da Banda Gástrica Ajustável.A cirurgia tem os mesmos riscos de complicações imediatas do Bypass Gástrico (sangramento, infecção decorrente de fistula). O risco cirúrgico é portanto maior do que o da Banda Gástrica Ajustável. Há possibilidade de reganho de peso a longo prazo maior do que no Bypass Gástrico e não sabemos ainda como é a possibilidade de reganho quando comparado a Banda Gástrica Ajustável. Pacientes com refluxo gastro-esofágico muito sintomático podem ter agravamento dos sintomas após a operação.

Banda Gástrica

Escrito por Jefferson
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Banda Gástrica

BANDA GÁSTRICA

 

A Banda Gástrica Ajustável é uma pequena cinta que é colocada ao redor da porção superior do estômago. Esta cinta é dotada de um balão que fica em contato com o estômago e que, a medida que é insuflada, reduz a capacidade de
armazenamento do estômago e diminui a velocidade de enchimento da porção do estômago que fica abaixo.  

Esta banda é ligada por um estreito tubo de silicone a um pequeno dispositivo para injeção que é implantado abaixo da pele, possibilitando um ajuste a qualquer momento após a operação e uma adequação da restrição gástrica ás necessidades e a tolerância de cada pessoa. Com esta restrição o paciente é forçado a mastigar bem o alimento e a comer lentamente, promovendo a sensação de saciedade precoce. Com uma restrição adequada, o volume diário ingerido passa a ser em torno de 30% do volume pré-operatório, levando a uma grande perda de peso. 

Quais as principais vantagens da cirurgia de banda gástrica ajustável?

As principais vantagens do método da Banda Gástrica Ajustável são:

• A cirurgia é considerada como minimamente invasiva, com pequenas incisões, trauma reduzido e mínima agressão cirúrgica.

• A cirurgia é feita sem precisar grampear, suturar ou excluir nenhum segmento do aparelho digestivo, mantendo o trânsito alimentar no seu curso normal e não interferindo com o processo fisiológico da digestão.

• O tempo de internação é diminuído para um dia (em média) e a recuperação é mais rápida.

• A banda gástrica pode ser insuflada ou desinsuflada a qualquer momento no pós-operatório, sem a necessidade de novas operações, permitindo uma adequação da quantidade de alimento ingerido as necessidades e a tolerância de cada indivíduo.

• A capacidade alimentar pode ser totalmente revertida sem nenhuma operação adicional, permitindo a ingestão normal em situações especiais como gravidez ou em casos de doenças graves.

• Caso haja necessidade, a banda pode ser retirada por meio de outro procedimento laparoscópico.

 


Entenda o procedimento de colocação da Banda Gástrica Ajustável

Quantos quilos se perde com o tratamento curúrgico?

Após a realização da cirurgia, espera-se uma perda de peso progressiva até aproximadamente 3 anos, quando o peso tende a se estabilizar. A perda média de peso é de aproximadamente 25% do peso inicial, quando o paciente segue corretamente as orientações nutricionais e comparece na época correta para realização de ajustes. A perda total de peso pode atingir 40% ou mais do peso inicial em pacientes mais disciplinados no seguimento das orientações, que praticam atividade física e naqueles que tem maior facilidade para perder peso. A colaboração do paciente, ingerindo alimentos de baixo teor calórico e introduzindo a prática do exercício físico irá aumentar a quantidade de peso perdido, bem como acelerar ainda mais o tempo de retorno à faixa de peso normal.

Indicações da banda gástrica ajustável laparoscópica

A banda gástrica ajustável está indicada para os pacientes adultos que apresentam obesidade mórbida com IMC maior que 40Kg/m² ou para aqueles com IMC maior que 35 Kg/m² e que tenham doenças importantes associadas e relacionadas a obesidade, as quais melhoram com a perda de peso. O paciente deve estar completamente consciente e disposto a mudar o seu estilo de vida, seu padrão alimentar e seguir as orientações médicas.

Avaliação pré-operatória

Um dos princípios que orientam um tratamento bem sucedido para a obesidade é a abordagem multidisciplinar, ou seja, uma equipe composta por diversos profissionais de saúde que trabalham em conjunto para potencializar os resultados.

Avaliação clínica

O paciente deverá realizar no período pré-operatório uma ampla avaliação clinica, iniciada pelo endocrinologista que, entre outras coisas, irá pesquisar distúrbios hormonais, síndromes genéticas ou adquiridas que causam obesidade, distúrbios metabólicos, estado de tolerância a glicose ( diabetes ), etc. O endocrinologista é o especialista que mais lida com o paciente obeso e é, portanto, um dos principais elos da equipe. Além do endocrinologista, outros especialistas irão avaliar a função cardiovascular, respiratória, etc. Serão realizados exames como endoscopia digestiva, radiografia de tórax, espirometria, prova de esforço, ultrassonografia do abdome, etc. O paciente deverá, portanto ser avaliado por cardiologistas, pneumologistas, gastroenterologistas, etc.

Avaliação nutricional

O candidato a cirurgia bariátrica deverá passar por uma avaliação nutricional onde serão feitas medidas de peso, da distribuição e do percentual de gordura corpóreo. Será também avaliado o padrão alimentar e presença ou não de distúrbios alimentares. O paciente também é orientado quanto a todas as mudanças que seus hábitos alimentares irão sofrer bem como os alimentos que deverão ou não ser utilizados. Este acompanhamento deverá ser continuado durante todo período pós-operatório.

Avaliação psicológica

A avaliação psicológica também é uma etapa importante do tratamento. De acordo com o perfil psicológico do paciente, este poderá ser excluído do tratamento, ou ser orientado a fazer um tratamento psicoterápico antes e/ou após a cirurgia, tratando distúrbios emocionais que tenham contribuído para a instalação da obesidade, ou que tenham surgido em conseqüência desta. É indispensável que o paciente tenha a intenção de mudar seus hábitos de vida e que demonstre capacidade de cooperação no tratamento. A avaliação psicológica irá analisar a predisposição ou não para uma boa cooperação. O acompanhamento psicológico irá ajudar a traçar metas realistas quanto à perda de peso e a imagem futura, e auxiliar na reintegração do individuo ao meio em que vive.

Ajuste da banda gástrica

Durante a cirurgia a banda gástrica é colocada ao redor da porção superior do estômago, porém é mantida desinsuflada durante o primeiro mês após a operação, para que o processo de cicatrização ajude a fixar a banda no local. Depois de 30 dias o balão começa a ser insuflado, progressivamente, até que se atinja uma restrição satisfatória. O procedimento é feito no consultório ou eventualmente na sala de Raio-X. A banda vai sendo ajustada a cada mês de acordo com a capacidade alimentar de cada paciente. O volume é ajustado de acordo com a tolerância individual, até se obter um ponto ótimo. Mais liquido na banda significa menor capacidade para comer, enquanto menos liquido permite uma maior passagem do alimento da pequena porção de estômago acima da banda para a porção normal abaixo desta. É importante salientar que, ninguém, exceto o cirurgião, deverá puncionar o ponto de injeção, sob pena de causar infecção ou vazamentos na banda gástrica.

Balão Gástrico

Escrito por Jefferson
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Balão Gástrico

BALÃO GÁSTRICO

 

O Balão Intragástrico (BIB) é um balão de silicone que possui uma válvula lisa e um cateter de introdução por onde é inflado, dentro do estômago do paciente, com solução salina e azul de metileno estéreis (Figuras 1 e 2). Seu formato expansível permite um ajuste do volume de enchimento, no momento da colocação, que varia de 400 a 700ml. O volume do balão é ajustado para cada paciente, de modo a atuar como bolo alimentar artificial, e se mover livremente dentro do estômago. O Balão Intragástrico foi projetado para auxiliar na perda de peso corpóreo por meio do enchimento parcial do estômago, induzindo à sensação de saciedade.

Como funciona?


Entenda o procedimento de colocação do Balão Intragástrico

O balão inflado ocupa um espaço dentro do estômago que seria do alimento, causando saciedade precoce (a pessoa sente-se satisfeita com pequenas quantidades de alimento). O balão é colocado e retirado por endoscopia, não exigindo afastamento das atividades do dia-a-dia. Deve ser utilizado em conjunto com uma dieta de

 

longa duração, supervisionada por médicos e nutricionistas, e de um programa de exercícios físicos, com o propósito de aumentar a possibilidade de manutenção da perda de peso por um longo tempo. A colocação do balão é, portanto, o procedimento inicial de um tratamento multiprofissional que terá 6 meses de duração (tempo máximo de permanência do balão).

Indicações

O balão é indicado para uso temporário, como terapia para redução de peso, em pacientes obesos que tenham falhado em atingir ou manter a perda de peso em programas de controle de peso supervisionados por médicos. Indicações mais específicas são: - pacientes com IMC maior que 28, refratários ao tratamento clínico por pelo menos dois anos, que apresentem doenças associadas a obesidade - pacientes com IMC acima de 35 associado a co-morbidades ou acima de 40, há pelo menos dois anos, que apresentem contra-indicações ou não aceitem o tratamento cirúrgico - preparo de pacientes com obesidade extrema (IMC > 50), para posterior cirurgia de restrição gástrica e/ou disabsorção - redução de risco anestesiológico de pacientes obesos com doenças associadas e que necessitam submeter-se a algum procedimento cirúrgico (cirurgia geral, ortopédica, cardiovascular, ginecológica, urológica, etc...)

ByPass

Escrito por Jefferson
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ByPass

BYPASS GÁSTRICO EM Y DE ROUX - CAPELLA

1- O que é o Bypass gástrico?

O Bypass gástrico é a cirurgia de redução de estômago mais frequentemente realizada, sendo conhecida também como Gastroplastia em Y de Roux ou cirurgia de Fobi-Capella.

2- Como é realizada esta cirurgia?

Nessa cirurgia, o estômago é reduzido a um tamanho aproximado de 30 -40 ml, por meio da utilização de instrumentos chamados grampeadores cirúrgicos. Em seguida, o estômago reduzido é ligado diretamente ao intestino delgado (jejuno). O alimento ingerido irá assim percorrer 100cm de jejuno (alça alimentar – Figura 1) para então receber as secreções digestivas vindas do restante do estômago, figado e pâncreas (alça bilio-pancreática Figura 1),, na ligação entre a alça alimentar e a alça bilio-pancreática, chamada entero-anastomose. A partir daí, há mais 3 ou 4 metros de intestino pela frente, aonde ocorrerá a absorção de alimentos (alça comum). Não é retirado nenhum pedaço de intestino. Pode ser realizada por video-laparoscopia (pequenos cortes, com auxilio de vídeo) ou por laparotomia (corte grande). Deixamos rotineiramente um dreno (tubo de silicone) com o qual o paciente vai para casa e é retirado após 7 dias.

3- Quais são as vantagens e desvantagens desta cirurgia?

As maiores vantagens dessa cirurgia estão na boa perda de peso (35 a 40% em média) e na boa manutenção do peso ao longo dos anos, na grande melhora na saciedade ( o paciente sente menos fome) e no bom controle do diabetes, nos pacientes acometidos desta afecção. As desvantagens estão no fato de ser este um procedimento irreversível, na necessidade do uso de suplementos vitamínicos para o resto da vida e na possibilidade de reganho de peso a longo prazo, em particular nos pacientes comedores de doce ou carbohidratos em excesso, beliscadores e naqueles muito sedentários.

4- Como é o pós-operatório?

No pós-operatório imediato a maioria dos pacientes é encaminhada a sala de recuperação pós-anestésica e posteriormente ao apartamento hospitalar ou enfermaria. Alguns pacientes necessitam permanecer na UTI no primeiro dia de pós-operatório. Recomendamos que os pacientes comecem a caminhar tão logo estejam bem acordados pois essa medida ajuda a previnir a trombose venosa nas pernas e outras complicações. No pós-operatório <<<<<<< .mine imediato o paciente permanece em jejum.

No dia seguinte pela manhã liberamos ======= imediato o paciente permanece em jejum. No dia seguinte pela manhã receberá para beber uma solução com um liquido azul (“azul-de-metileno”) que tem por objetivo testar o grampeamento e a costura do estômago. Sendo o teste negativo (sem ocorrer vazamento do liquido azul pelo dreno e com eliminação do mesmo pela urina) liberamos >>>>>>> .r58 água, chá e caldos para o paciente beber conforme orientação passada previamente por nossa nutricionista. Na maioria dos casos o paciente recebe alta hospitalar após 48 horas da cirurgia, com as orientações de dieta passadas pela nutricionista. Retorna ao consultório para retirada dos pontos e do dreno entre o 6º e 8º dia de pós-operatório.

5- Quais as possíveis complicações nesse tipo de cirurgia?

Complicações clínicas (cardíacas, pulmonares, renais) pode ocorrer após qualquer tipo de cirurgia, sendo mais freqüentes após cirurgias de alta complexidade e em pacientes portadores de doenças de base predisponentes. O Bypass é uma cirurgia de alta complexidade e os pacientes são submetidos a avaliação clínica rigorosa no pré-operatório para diagnosticar e controlar condições pré-existentes.

As complicações cirúrgicas imediatas mais graves são o sangramento e a infecção. A infecção pós-operatória decorre geralmente de uma “fistula” ou vazamento do conteúdo gástrico ou intestinal por entre os grampos ou pelo local de costura do estômago ou do intestino. Pode levar a infecção grave e deve ser tratada precocemente, assim que se fizer o diagnóstico. A incidência desse tipo de complicação atualmente é baixa (aproximadamente 1%), dada a experiência adquirida com o método. Embora pouco freqüente, essa complicação pode levar ao óbito caso o diagnóstico seja feito tardiamente e/ou o paciente não responda às medidas terapêuticas adotadas.

As complicações tardias estão mais relacionadas a aspectos nutricionais. O desvio intestinal dificulta a absorção de alguns micronutrientes (ferro, cálcio, zinco, etc...)e algumas vitaminas (B12, B1, D). Por esta razão, pacientes submetidos a este método devem fazer uso regular de suplementos vitamínicos e minerais, além de realizar exames laboratoriais com certa freqüência, para dosagem desses elementos. Outra possível complicação tardia, que pode ocorrer em qualquer tipo de cirurgia em que se manipula o intestino, é a formação de aderências que eventualmente (incidência rara) podem predispor a ocorrência de obstrução intestinal e que requer tratamento cirúrgico.